MAIS UM CAPÍTULO DA MINHA TRETA COM O BULGAKÓV

Posted on June 5, 2015

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warning: esse é um post daqueles, cujo assunto PROVAVELMENTE só é divertido para mim mesma e mais ninguém.

O Mestre a Margarida: um livro que eu não gosto, de um escritor russo que eu não gosto, Mikhail Bulgakóv.
O como e o porque disto, eu já expliquei em muitos detalhes pretensiosos neste post aqui.

O problema, COM QUE EU NÃO CONSIGO ME CONFORMAR, é o fato de ser um livro ruim… mas que contém em si uma ideia bem interessante.

A história trata de um escritor na União Soviética, totalmente reprimido pelo Comissariado do Povo para a Arte: ele gostaria de escrever um romance sobre o Pôncio Pilatos, mas o Stalinismo não deixa.

Ele fica #chatiado e, a partir disso, a história descamba e etc…

Meu problema é que, como o Chaves, eu preferia ter visto o filme do Pelé.

Ou seja, eu preferia ter lido o romance não-existente sobre Pilatos do que uma história com uma resolução tão profundamente negra e caótica como O Mestre a Margarida.

MAS ISSO JÁ TINHA FICADO PERFEITAMENTE CLARO NO PRIMEIRO POST SOBRE O ASSUNTO.


Já a existência deste post se justifica pelo seguinte:

EU MEIO QUE ACHEI UM ROMANCE SOBRE O PILATOS. #kinda

Na série A.D.: The Bible Continues, o personagem (Pilate) é explorado ficcionalmente de forma que vale cada minuto que você assiste — (com atuações totalmente à altura dos personagens dos Atos dos Apóstolos).

As cenas dele sendo complexo e/ou desvairado por si mesmo, e em relação ao Sumo Sacerdote Caifás, e a Jesus (no início), e aos Apóstolos, e a todo resto… são fantásticas.

A série uma continuação de The Bible, que o Silvio Santos te recomenda
Porém, focada no livro da Bíblia que vem após os quatro Evangelhos, ou seja, Atos dos Apóstolos.

(ABRE PARÊNTESES:”Práxis tón Apostolon”, em grego antigo transliterado. ISSO. PRÁXIS. #achomassa, e se alguém que saiba o que essa palavra significa hoje se ofender, seja por ser ou de esquerda ou conservador de direita, não vou deixar de continuar achando isso uma referência histórica extremamente massa. #sorry. FECHA PARÊNTESES).

Mas, deixando para trás uma boa arenga filológica, para não destoar do assunto (a série), a consideração básica contextual a seguinte:

A série é uma obra de ficcionalização e entretenimento – ou seja, tem muita coisa inventada que não está na Bíblia.
PORÉM, o vis ideológico do programa não implica em desrespeito ao (nosso) livro sagrado dos cristãos, porque houve um cuidado deliberado em não mudar nada que pudesse dar margens a implicações doutrinárias e teológicas, de um ponto de vista evangélico, que considera as escrituras inspiradas.

Em outras palavras: Eu estou gostando muito da construção adicional de personagens e roteiros ALÉM de achar que o material não vai escandalizar nenhum crente, felizmente.

(aliás, bora aproveitar o ensejo pra combinar que qualquer tipo de #revisionismo geralmente se resume a puro mal gosto?)

Mas, agora, já chega de ser razoável e contextualizar:
VAMOS VOLTAR AO QUE REALMENTE IMPORTA NO CONTEXTO RESTRITO E ESTRITO DO MEU BLOG, OU SEJA, MINHA TRETA INFINITA COM O BULGAKÓV:
#pethateliterário

Só queria dizer #thnks,man! ao Simon Block , o escritor/roteirista.

Acho que ele tem um gosto muito melhor que o Bulgakóv — e nisso, eu explicito as dimensões estética, política e ideológica, nesta ordem precisa.

Acho que ele tem mais coragem também.

E aqui termina a minha implicância específica.
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Na verdade, tudo na série está me agradando.
Pilatos um dos principais focos, mas claro, não seria uma série bíblica se a narrativa principal fosse sobre isso.
Mas que como eu n?o vou falar de tudo, n?o queria deixar passar esse gancho de… implicar com o Bulgakóv, tomar partido estético, etc…

Sendo sincera, a cada episódio, tem me dado vontade de vir aqui escrever um recap, coisa que, apesar de extremamente afim produção-cultural-intrínseca–internet… nem muito usada no “Brazil”.

E acho que seria um pouco exagerado e pretensioso serializar posts sobre seja-lá-o-que-for num blog como esse, que basicamente um repositório substituto a um caderno… not a real blog, ’cause there’s no networking going on. #thismuchIknow

Enfim, tchau.

Fiquem com os trailers, por causa de duas músicas que são um fim em si mesmas… Goes without saying… ambas já estão na playlist do meu mobile.

 

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