Drops: História da Imprensa em Alagoas

Posted on September 11, 2012

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Parte de um trabalho da faculdade, de 2005 ou 2006; compartilho porque ainda lembro como difícil pesquisar, mesmo estas parcas informações.

O primeiro Jornal que surgiu em Alagoas foi o Íris Alagoense, em Maceió, que ainda não era capital da província, em 1831. A partir daí Penedo e Marechal Deodoro seguiram o exemplo; na segunda metade do século XIX surgiu um periódico em Viçosa, e há notícias de um veículo chamado O Camponês, no engenho do Bananal.

Os primeiros registros ligados à atividade políticas, segundo Jair Barbosa Pimentel em seu livro História de Alagoas, datam das brigas partidárias de fins do século XIX, quando o partido liberal (Luzias) e o conservador (Saquaremas) fundaram seus órgãos de divulgação, respectivamente, os jornais O Tempo e O Timbre Alagoano. Já por volta de 1880 surgiram os órgãos abolicionistas O Lincoln e O Gutemberg.

A causa republicana estivera representada em 1871 pelo jornal O Apóstolo, e mais adiante surgiu A República. Em 1873 foi fundada a Imprensa Católica. De acordo com o autor, “Em 1888, o jornalista João Gomes Ribeiro fundou o Centro Republicano Federal de Maceió. Um ano depois, é proclamada a República, exatamente por um alagoano”.

Em 1902 surgiram os periódicos com os interessantes títulos de O Feminista e O Proletário, de óbvias tendências operárias.; em 1913, um quinzenal da arquidiocese, chamado O Semeado”, que encerrou as atividades 1993.  A 30 de março de 1917, de acordo Moacyr Santana, diretor do Arquivo Público de Maceió, surgiu o noticioso A Semana Social, dirigido por Bernardo Canellas. Possivelmente na noite de 6 de novembro uma turba (que havia acabado de fazer um comício em homenagem ao alagoano Capitão Saturnino Furtado de Mendonça, capturado pelos alemães) foi aos gritos de “morte!” para o referido editor à sede do jornal, que foi fechado pelo governo. Motivo: Um artigo do comunista Octávio Brandão, intitulado Apelo à Rebeldia, em protesto contra a entrada do Brasil na primeira guerra mundial. O empreendimento anterior de Canellas havia sido a Tribuna do Povo, que surgiu em 17 de agosto de 1916, e saiu de circulação, no 18º exemplar, em 8 de janeiro de 1917.

A Gazeta de Alagoas, o periódico mais antigo em circulação nos estado, apareceu 25 de fevereiro de 1934, fundada pelo jornalista Luiz Magalhães da Silveira (pertence à família Collor de melo desde 1952). Em 1953 o Jornal de Alagoas lançou sua histórica página “Municípios”.

Em 1946 foi lançado em Maceió o órgão do Partido Comunista, A voz do Povo, que teve sede e tipografia distruídas pela polícia em 1 de abril de 1964.

A televisão alagoana foi inaugurada na última semana de agosto de 1975, quando o senador Arnon de Mello fundou a TV Gazeta; nesta época, Alagoas era o único estado da federação que não contava com teledifusão própria. O Brasil tinha com três redes de Tv nacionais: Tupi, Globo e a Rede de Emissoras Independentes, e em Maceió havia quatro rádios (Difusora, Palmares, Progresso e Gazeta). A primeira transmissão foi feita para 41 municípios do Estado, pois já haviam 115 mil aparelhos, que captavam o sinal da Rádio Clube de Pernambuco. A maioria dos profissionais e técnicos veio do rádio, já que o curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Alagoas só foi criado em 1978.

A Tribuna de Alagoas tem como fato marcante na sua história ter surgido simultaneamente impressa e on-line.

(to be continued, but not by me, and not even here).

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Posted in: HISTORY, JOURNALISM